Objetivos do ABERGO 2001
Gramado, Rs de 02 a 05 de setembro de 2001

Políticas Publicas e Corporativas de Ergonomia

Segundo a Definição Internacional de Ergonomia, aprovada por unanimidade no Conselho Cientifico da International Ergonomics Association em San Diego, USA, a noção de ergonomia refere-se tanto á disciplina cientifica Ergonomia, que tem por objeto a atividade de trabalho e como expressão tecnológica o desenvolvimento de interfaces adequadas ao desempenho confortável, eficiente e seguro de sistemas simples e complexos, quanto à prática profissional dos ergonomistas, profissionais que integram a Ergonomia em suas competências: o médico ergonomista, de um psicólogo ergonomista, de um designer ergonomista, de um engenheiro ergonomista e assim por diante.

Como disciplina útil, prática e aplicada a Ergonomia tem tido bastante sucesso em tratar de problemas onde outras abordagens cientificas e técnicas têm encontrado entraves, por conseguir construir uma visão integrada dos aspectos físicos, cognitivos e organizacionais da atividade de trabalho que garante qualidade, produtividade, eficiência, saúde e segurança como resultados da atividade produtiva e como aspectos incorporados aos produtos e serviços ofertados aos consumidores. Isto porque a ergonomia tem respondido concretamente á diversidade de demandas com as metodologias estruturadas e eficazes para responder aos problemas

No entanto por ser uma disciplina relativamente jovem e uma pratica até certo ponto recente, muitas das organizações processos, softwares e produtos não adotaram a Ergonomia em seus procedimentos e nem a inseriram em suas tecnologias de gestão sociotécnica. Os resultados não tem sido bons o que vem sendo tristemente atestado pelo crescimento de certas doenças ocupacionais, pelo aumento da freqüência e gravidade de acidentes típicos e de trajeto, pela multiplicação de impactos ambientais oriundos de desfuncionamentos de sistemas complexos de produção.

Como vem sendo colocada pela Associação Brasileira de Ergonomia, a amplitude destes problemas não mais comporta apenas as notáveis iniciativas que muitos departamentos e setores de determinadas empresas vem fazendo. Precisamos dar um passo maior, e dotar o país e os setores da produção social de Políticas Publicas, a exemplo de blocos econômicos como a CEE, de paises como Estados Unidos, Austrália e Japão, e de Políticas Corporativas, seguindo os passos de sucesso de importantes empresas internacionais que operam no Brasil e dos setores avançados da economia brasileira.

Discutir Políticas Públicas e Corporativas em seus aspectos básicos e orientadores para a ergonomia brasileira e latino-americana é o objetivo das manifestações articuladas que integram o ABERGO 2001 Para tanto estabelecemos os seguintes campos temáticos:

A ABERGO convida as instâncias pertinentes do Governo Federal, da administração Estadual e Municipal, das Agencias Reguladoras, as empresas e seus Corpos Técnicos e Gerenciais, as Universidades e seus Docentes, Pesquisadores e Estudantes, as Consultorias e suas Equipes, e os demais Atores Sociais para, juntos, firmarmos uma posição programática sobre Políticas Públicas e Corporativas em Ergonomia neste novo milênio.

Mario César Vidal

Presidente da ABERGO 1999- 2001